terça-feira, 14 de outubro de 2014

as vezes paro tudo, paraliso os assombros e observo por alguns minutos as agressões entre eles, o suficiente para não chorar e nem permitir que se machuquem. Preciso entender a dinâmica da coisa, relembrar o contexto violento em que vivem, respirar antes de me tornar tão ou mais agressiva que eles, 
"cara, para, para, tá vendo a cara da sora?? ela tá assustada, meu, ela é massa, para, para com isso, ela é massa, vem, ela tá triste, cara!!"
O corpo dói. Vejo colegas indo embora, buscando conforto, vejo colegas já anestesiados e não posso ficar assim. Prefiro a dor. Ou o conforto. Anestesia não dá.

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