quinta-feira, 24 de abril de 2014

Das dores

Hoje, enfim, entendi por que minha coluna tem doído tanto. é nela que se deposita a energia das crianças (e a minha!) contidas entre 4 paredes. corpo castrado, mente estafada. Turbilhão de vontades de aprender de verdade, turbilhão de vontade de ensinar de verdade. Bem entendo quando vocês se agitam e brigam, pedem para ir beber água, mas a água não dá conta desta sede. Entendo tudo, somos cúmplices deste mal-estar. Nos limites da sala e das obrigações das linhas do caderno não cabe tudo que vocês (e eu!) precisam. As linhas do caderno olham para mim e gritam por preenchimento. Daqui de dentro a vontade de jogar todos os cadernos fora. Mas ainda não posso. Há guardas nas lixeiras, e há guardas que querem impedir a entrada dos pedacinhos de mundo que carrego disfarçadamente na mochila.

Nenhum comentário:

Postar um comentário