sábado, 13 de dezembro de 2014
o crime inteiro para as escolas
mas olha, as vezes fazem parecer que os professores nasceram professores, que moram na escola, que passam as madrugadas sendo treinados para massificar as mentes infantis. Como se fossem os únicos a reproduzirem modelos, como se toda a sociedade fosse prisioneira das escolas, como se o que se faz aqui dentro não fosse reflexo do que se espera que se faça. Filhos campeões, competidores, clientes do mundo. Mas olha, cada vez que converso com um pai/mãe receoso com minha maneira pouco convencional de trabalhar, quando discuto com colegas em reuniões pedagógicas, quando as crianças me pedem qualquer coisa que tenha nota e julgamento segundo critérios da melhor reprodução, lembro que os espaços de ensino são feitos por pessoas e as pessoas são crias de um mundo doente, e que qualquer tentativa libertadora pode se tornar imposição se desconsiderar os desejos dos envolvidos nisso. E outra, a parcela de responsa das famílias e do convívio social parece não existir mais. Todo poder para as escolas, o crime inteiro para elas. Uma vez que escolhi ser professora e, não tenho problemas em me dizer professora, ando em crise permanente, meio sem saber quais são meus parceiros.
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