encontro uma menina dos tempos dos abrigos, já não tão menina assim, trabalhando no caixa de um mercado. viva, alimentada, sorrindo, orgulhosamente sem filhos e não casada, "não dá pra ficar presa nisso, educadora, pobre tem que pensar mais."
Mesmo funcionando 8h, 10h, 12h em um mercado, fiquei contente, guria que podia ter se perdido no mundão, está usando os instrumentos que tem a mão para se aprisionar menos. Meio limitado este meu contentamento, eu sei. Mas ao menos ela não parece adormecida, compreende a situação, sabe que precisa sobreviver, sabe que o tamanho do seu sonho não cabe nos pacotes que embrulha, mas embrulha pra não embrulhar o estomago no dia seguinte.
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